| Nome Comum |
Nome Científico |
Recurso Floral |
Floresce |
Tipo |
Origem |
| Grumixama |
Eugenia brasiliensis |
Néctar/Pólen |
Primavera |
Árvore |
Nativa |
A Eugenia brasiliensis, conhecida popularmente como grumixama ou grumixameira, não é tóxica para abelhas com ferrão (Apis mellifera) ou abelhas nativas sem ferrão (ASF). Pelo contrário, é considerada uma espécie melífera de alta importância, excelente fornecedora de recursos florais, especialmente pólen, para diversas espécies de abelhas nativas.
1. Eugenia brasiliensis (Grumixama) e as Abelhas
- Toxicidade: Não há relatos de toxicidade. A grumixama é um membro da família Myrtaceae (mesma da pitanga e jabuticaba), reconhecidas por serem seguras e importantes para a meliponicultura (criação de abelhas nativas).
- Recurso Floral: Suas flores brancas e perfumadas atraem intensamente as abelhas, fornecendo néctar e uma grande quantidade de pólen, que é essencial para a alimentação das larvas das abelhas sem ferrão, como a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata), Manduri (Melipona marginata) e Borá (Tetragona clavipes).
- Mel: O mel produzido a partir da grumixama é saboroso, e a planta contribui para o fortalecimento da colônia durante sua florada, que é abundante.
2. Importância Ecológica e Econômica
- Polinizadores: A grumixama é fundamental para a manutenção de populações de abelhas nativas na Mata Atlântica.
- Reflorestamento: É uma espécie nativa (do sul ao sudeste do Brasil) ideal para restauração ecológica, pois atrai fauna e floresce/frutifica bastante.
- Uso Ornamental e Frutífero: É uma árvore bonita, de porte médio, muito usada em paisagismo (jardins e calçadas) e pomares domésticos, produzindo frutos deliciosos semelhantes a uma cereja escura.
Resumo: A grumixama é uma planta altamente recomendada para meliponicultores e para quem deseja atrair polinizadores nativos, sem qualquer risco de intoxicação para os insetos.